Brasil

Ecossistema de Inovação de Londrina está na semifinal do PNI

No Paraná, 8 ecossistemas foram selecionados para a próxima fase do prêmio, que tem a final marcada para março deste ano

O Ecossistema de Inovação de Londrina é um dos semifinalistas do Prêmio Nacional de Inovação (PNI), na categoria Ecossistema de Inovação em Desenvolvimento. O PNI é a maior premiação de inovação do Brasil e tem o objetivo de incentivar e reconhecer os esforços bem-sucedidos de inovação e gestão da inovação nas empresas e nos Ecossistemas de Inovação que atuam no país. 

A categoria Ecossistemas de Inovação é uma novidade lançada nesta edição e está dividida em três subcategorias: Ecossistema de Inovação em Estágio Inicial, Ecossistema de Inovação em Desenvolvimento e Ecossistema de Inovação em Estágio Consolidado. O regulamento do prêmio define ecossistema como um ambiente composto por diferentes atores que promove articulação, interação e cooperação entre eles, estimulando iniciativas e redes de relacionamento que fomentam ações visando o benefício mútuo e tendo a inovação como elo e foco principal. 

Para participar do PNI, os ecossistemas precisaram comprovar a implementação de ações, iniciativas e redes de relacionamento que evidenciem o fortalecimento do EI, nos últimos dois anos, tomando como referência a data de início das inscrições, que foram abertas em julho do ano passado.

O planejamento do Ecossistema de Inovação de Londrina foi realizado em 2017, com envolvimento de diversas entidades e empresas locais. No PNI, está entre os classificados na categoria Ecossistema de Inovação em Desenvolvimento, que caracteriza-se por estar em busca da sistematização das ações, fortalecimento do ambiente de inovação, estruturação da gestão do ecossistema e integração entre empresas e diversos setores locais, assim como do reconhecimento da importância do ecossistema para a economia do município. Cada modalidade poderá ter até um vencedor e, no máximo, dois finalistas. A premiação final ocorrerá em março deste ano. 

Na avaliação do diretor-executivo da governança do Ecossistema de Inovação de Londrina e diretor de Inovação e Tecnologia do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Roberto Moreira, o ecossistema tem amadurecido numa velocidade muito rápida e agora caminha para a formalização de um CNPJ e passará a funcionar como um instituto. O objetivo é ampliar o trabalho com o fomento de convênios e participação em editais públicos. “Na prática, essa articulação entre várias instituições da cidade já trouxe muitos benefícios, como o ISS Tecnológico e a atração de grandes empresas da área de tecnologia”, cita. 

O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte/PR), Gerson Guariente, diz que a classificação no PNI é motivo de muito orgulho e de que a cidade está no caminho certo. O ecossistema londrinense já apresenta resultados palpáveis, como inúmeros coworkings, startups, empresas que atuam com tecnologia e inovação. “Até mesmo as empresas do setor da construção civil, muito conservadoras em relação a mudanças, têm abraçado projetos de inovação. Muitas Construtechs estão surgindo e algumas são apoiadas pelo Construhub, ancorado no Sinduscon”, aponta. 

Para a presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Márcia Manfrin, o Ecossistema de Inovação de Londrina vem merecidamente ganhando destaque justamente por ser estruturado e organizado em verticais que contemplam as diferentes áreas do setor produtivo. “Essa é uma conquista que vem de muito trabalho em conjunto entre entidades e poder público, e resulta de um processo coletivo que potencializou a interação entre diversas iniciativas”, afirma. Na avaliação de Márcia, a participação no PNI comprova o nível de desenvolvimento do ecossistema. 

O ecossistema londrinense reúne 10 governanças do setor produtivo: agronegócio, audiovisual, tecnologia da informação e comunicação, educação empreendedora, comércio, construção civil, eletrometalmecânico, químico e materiais, turismo e saúde. 

Paraná tem 8 ecossistemas semifinalistas 

O PNI recebeu 63 inscrições na categoria Ecossistemas de Inovação, destas 58 atenderam os requisitos e 17 foram selecionadas para próxima fase, sendo 8 do Paraná. Além do Ecossistema de Inovação de Londrina, também foram classificados na categoria em Desenvolvimento o Ecossistema de Inovação de Guarapuava; já na categoria Estágio Inicial estão o SRI do Norte Pioneiro, o Habitat de Inovação Avança Araucária e o Ecossistema de Inovação do Médio Noroeste do Paraná; e na categoria Consolidado, o Ecossistema de Inovação de Maringá, Vale do Pinhão – Ecossistema de Inovação de Curitiba, e SRI Iguassu Valley - Sistema Regional de Inovação do Oeste do Paraná. 

Para o coordenador estadual de Ecossistemas de Inovação do Sebrae/PR, Heverson Feliciano, a classificação dos oito ecossistemas paranaenses representa o reconhecimento do esforço que o Estado tem feito para trabalhar a inovação. “Somos em 23 ecossistemas, com metodologia criada pelo Sebrae Paraná e disseminada por todo o Brasil, e que envolvem muitos atores e já apresentam excelentes resultados”, aponta. 

O PNI é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). É a única premiação do país que entrega um relatório personalizado e gratuito a todas as instituições inscritas, com feedbacks, identificação de pontos fortes e oportunidades de melhorias, além do comparativo entre as candidatas da mesma modalidade.