PNI

Ecossistema de Maringá está na semifinal do Prêmio Nacional da Inovação

Cidade participa na categoria Consolidado. Paraná teve oito ecossistemas selecionados

O Prêmio Nacional da Inovação (PNI), o maior na área de inovação do Brasil, definiu os candidatos que vão participar da etapa de validação da premiação, a fase final, em 9 de fevereiro. O Ecossistema de Inovação de Maringá foi classificado na categoria Consolidado. Outro representante da região, o Ecossistema de Inovação do Médio Noroeste avançou como semifinalista na categoria Estágio Inicial. 

O objetivo do PNI é incentivar e reconhecer esforços bem-sucedidos de inovação e gestão da inovação nas empesas e nos ecossistemas de inovação brasileiros – ecossistemas passam a ser reconhecidos pelo prêmio este ano, nas categorias Estágio Inicial, Desenvolvimento e Consolidado. Os ecossistemas são ambientes compostos por diferentes atores que promovem articulação, interação e cooperação entre eles, estimulando iniciativas e redes de relacionamento que fomentam ações, com foco no benefício mútuo e, principalmente, a inovação. 

Para participar do prêmio, os ecossistemas precisaram comprovar a implementação de ações, iniciativas e redes de relacionamento que evidenciem fortalecimento dessa rede, nos últimos dois anos, tomando como referência a data de início das inscrições. 

Para a etapa de validação, serão entrevistados representando o Ecossistema de Maringá a Evoa, Smart Space UniFCV, Universidade Estadual de Maringá (UEM), Sebrae/PR, CIM – Centro de Inovação, Hackerspace, Maringatech, Maringá Capital, Inovus ACIM, Tecnospeed e Prefeitura de Maringá. 

O diretor de Inovação da Prefeitura de Maringá, Cesar Rael, diz que Maringá ter sido classificada para a fase final é uma grande conquista, que torna o desafio do poder público, frente à inovação, mais desafiador. “Maringá tem no seu DNA o espírito cooperativista e tem entre seus segmentos econômicos mais pujantes o TIC. Cremos que essa mistura tem levado Maringá a inovar quase que instintivamente”, comenta. 

Rael acrescenta que a cidade tem buscado seguir exemplos, mas já possui singularidade quando o assunto é inovar. “Temos muitos modelos nacionais e internacionais a seguir, mas inovação, além de significar simplicidade na efetiva solução de problemas, precisa ser singular e Maringá tem buscado esta singularidade, inovando com transparência e eficiência em todos os sentidos, seja no público ou no setor privado, fechando a tríplice hélice junto à academia, outro segmento forte em nosso município.” 

Marcela Bortotti Favero, diretora responsável pelo Smart Space, da UniFCV, criado no início do ano passado, afirma que objetivo é disseminar a inovação para os acadêmicos do centro universitário e também para a comunidade. Com o apoio da professora Camila Caobianco, já foram 27 ações realizadas, com mais de cinco mil participantes. “Acreditamos que, através da conexão, do associativismo entre os ambientes, conseguimos aumentar os resultados, reduzindo esforços. Entendemos o papel de cada ambiente nesta jornada, para que possamos nos concentrar nas atividades, porque assim conseguimos gerar melhores resultados. O prêmio deve permitir que outros ambientes sejam sensibilizados a atuar de maneira organizada”, observa. 

O consultor do Sebrae/PR, Marcos Aurélio Gonçalves, lembra a história local, que passou pelo surgimento do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (CODEM), em 1996, a criação do Centro de Inovação de Maringá, em 2012, e agora pelo surgimento de seis novos ambientes de inovação em e três parques tecnológicos de 2016 até 2021. “A participação no prêmio vem somar um novo capítulo na história de sucesso da cidade na pauta da inovação”, frisa. 

Semifinalistas paranaenses 

O PNI recebeu 63 inscrições na categoria Ecossistemas de Inovação, dessas 58 atenderam os requisitos e 17 foram selecionadas para próxima fase, sendo oito do Paraná. Além de dois ecossistemas da região noroeste, foram classificados na categoria Estágio Inicial o Habitat de Inovação Avança Araucária; na categoria em Desenvolvimento, os ecossistemas de inovação de Londrina e Guarapuava; e na categoria Consolidado, o Vale do Pinhão – Ecossistema de Inovação de Curitiba e SRI Iguassu Valley – Sistema Regional de Inovação do Oeste do Paraná. 

O PNI é uma iniciativa da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). É a única premiação do país que entrega um relatório personalizado e gratuito a todas as instituições inscritas, com feedbacks, identificação de pontos fortes e oportunidades de melhorias, além do comparativo entre as candidatas da mesma modalidade.

 

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