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Rodada de negócios, em Curitiba, indica aquecimento na construção civil

Evento reuniu mais de 140 empresas em Curitiba (PR), de grandes indústrias a startups do segmento

O Sebrae/PR recebeu 143 empresas – entre fornecedores, prestadores de serviços e até grandes indústrias, para mais uma rodada de negócios voltados à construção civil, uma das atividades que mais sentiu o peso da recessão econômica nos últimos anos. O número de participantes representa um aumento de 15% em relação ao encontro do ano passado, o que indica que o setor tem pavimentado o caminho para uma retomada.

“As grandes empresas trouxeram tabelas de preços diferenciadas, o que é uma grande vantagem. O setor sofreu com a crise e quem está conseguindo os maiores acessos são aqueles que têm produtos inovadores, de alta performance, com sustentabilidade e preço competitivo”, avalia a consultora do Sebrae/PR, Adriana Kalinowski. A rodada foi realizada nos dias 18 e 19 de junho, em Curitiba, em parceria com a Fecomércio PR e a Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Curitiba, região metropolitana e litoral (Acomac - Grande Curitiba).

E se é nos momentos de crise que o bom negociador aparece, Jair Bersagui, gerente comercial da Tintas Alessi, de Mandirituba (PR), estava decidido a voltar não só com a carteira recheada de cartões, mas com negócios fechados. Após mais de 30 reuniões, ele conta que o resultado da fábrica deve superar em até 30% o do ano passado.

“Oferecemos descontos adicionais, entre 5% e 10% além do que já temos feito, e trouxemos a proposta de dar uma bicicleta a cada R$ 7.500 em compras. Com esses prêmios, o lojista pode fazer a divulgação, o que é muito bem aceito. E é importante que esses preços sejam feitos somente aqui, para que as lojas aproveitem e consigam recuperar um pouco suas margens. Quem não veio, perdeu”, comenta.

O empresário Ademilson Milani, da Milani Materiais de Construção, de Curitiba. fechou negócio em 80% das reuniões agendadas na rodada - e o aproveitamento ainda pode melhorar. “Em alguns estandes marcamos para analisar e confrontar as ofertas com outros fornecedores. Isso é importante, principalmente, para o pequeno comerciante, que ganha mais fôlego para fazer pedidos maiores. Conseguimos até 10% de desconto em algumas indústrias e mais prazo para pagamento, em outras”, comeplementa.

O coordenador de vendas da Votorantim no Paraná, Pedro Chagas, acrescenta que, além de condições mais atrativas, o fator inovação pesa no momento de fidelizar a clientela. “Voltamos com o cimento de 25kg, que facilita o manuseio e traz menos desperdício. Focamos mais agressivamente nos produtos novos, para alavancar os lançamentos no mercado. É importante participar pelo ganho total da cadeia, não só em relação a negócios, mas em relacionamento com os clientes. Nosso objetivo era esse e fomos muito felizes”, opina.

A inovação, aliás, foi um dos destaques da rodada em 2019.  Foi a primeira vez que as construtechs – startups especializadas em construção civil – participaram das negociações, desde que o evento foi lançado há cinco anos.

Para Ronaldo de Oliveira Júnior, engenheiro da Rewatt, de Minas Gerais, os dois dias foram uma vitrine que superou a expectativa. Os mineiros desenvolveram uma solução capaz de reduzir tanto o consumo de água quanto de eletricidade nos chuveiros, com um sistema que reaproveita o calor da água que iria pelo ralo para aquecer o banho. A tecnologia foi criada há dez anos, mas estava concentrada em projetos sociais de concessionárias de energia. A meta agora é expandir. “Queremos atingir o consumidor final e saímos com bons contatos. Em grandes companhias, para conseguir uns 20 minutos de conversa com um gerente comercial ou diretor, é muito difícil. Aqui, eles estavam ao nosso lado. Facilitou muito o contato e viabilizou parcerias e negócios”, afirma.

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