Planejamento

Sebrae, G7 e Itaipu somam forças para o desenvolvimento do Paraná

Nesta segunda-feira (10), Itaipu, o governador eleito, G7 e Sebrae/PR encaminharam acordos com foco no desenvolvimento

A Itaipu Binacional; o G7 - grupo formado pelas instituições do setor produtivo: Fecomércio PR, Faep, Fiep, ACP, Fetranspar, Fecoopar e Faciap; o Sebrae/PR e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI) firmaram nesta segunda-feira (10), na presença do governador eleito do Paraná, Ratinho Júnior e do vice-governador e presidente da Fecomércio PR, Darci Piana, parceria para dar andamento ao projeto “Políticas públicas e fiscais para a melhoria do ambiente político e empresarial do Estado do Paraná”.  O ato ocorreu durante a reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR, em Curitiba. 

O Sebrae/PR vai desenvolver, juntamente com a FPTI, estudo para um programa de desenvolvimento nos 24 territórios paranaenses, com fases previstas em curto, médio e longo prazo, envolvendo um planejamento até 2040. Os recursos serão da Itaipu Binacional e do G7.

Plano foi apresentado na reunião do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/PR e da Faep, Ágide Meneguette, comemorou a convergência de esforços. “Ficamos muito satisfeitos pelo interesse da Itaipu em colaborar com o planejamento estratégico do Paraná, mas o sucesso da iniciativa vai depender também do engajamento da sociedade com o setor produtivo”, avaliou.  

O governador eleito, Ratinho Junior, lembrou que o projeto será uma ação para o presente e futuro do Paraná, com a participação efetiva do setor produtivo. “É importante dividirmos a responsabilidade pela busca de soluções, aproveitando a experiência das entidades, com o intuito de fortalecer os arranjos produtivos locais e o desenvolvimento do Estado”, declarou Ratinho Junior. 

Em linhas gerais, o planejamento para o Paraná 2040 tomará com base a estratégia de desenvolvimento territorial já utilizada pelo Sebrae/PR. Ela é sustentada na organização de uma rede capaz de identificar o que de melhor determinada região tem a oferecer. A capacidade produtiva local, os recursos locais de produção, uma governança com poder para decidir, associados à inovação, compõem uma estratégia que torna um território mais competitivo. São 24 territórios mapeados no Paraná.  

“Essa estratégia permite conhecer melhor as nuances regionais, integrar as regiões e pensar num modo de desenvolvimento sustentável e, de fato, integrado. Somos um Paraná, mas temos diferenças e precisamos entendê-las para melhorar a vida dos paranaenses”, explica Vitor Roberto Tioqueta, diretor-superintendente do Sebrae/PR. O estudo apontará, por exemplo, planos produtivos setoriais, oportunidades, carências e governanças atuantes. Informações que partirão da base que são os municípios e territórios para orientar de forma mais consistente a elaboração de programas e políticas públicas.  

No encontro ainda foram discutidas ações estratégicas para a infraestrutura, que também contarão com a parceria de governo, Itaipu e G7.  A Itaipu Binacional deverá ser a principal interlocutora entre o Estado do Paraná e o Paraguai no desenvolvimento de projetos de infraestrutura que, nos próximos anos, devem transformar a logística e aprofundar as relações bilaterais entre o Brasil e o país vizinho. 

Para reforçar o apoio do Paraguai aos projetos idealizados pelos paranaenses, o diretor-geral paraguaio da Itaipu, José Alberto Alderete Rodríguez, participou do encontro. Foi a primeira vez que um mandatário paraguaio de Itaipu esteve em uma reunião do G7.  Com a interlocução e o apoio financeiro da Itaipu, outros projetos já estão a caminho e alguns, de maior projeção e impacto, sendo gestados. A construção de duas novas pontes entre Brasil e Paraguai – financiadas pela Itaipu e que devem ser oficialmente anunciadas ainda este mês – faz parte do rol de iniciativas que, amadurecidas as parcerias, devem se multiplicar e revolucionar a integração logística da região.  

No começo deste mês, Ratinho Júnior levou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a proposta de retomada de um projeto de integração dos oceanos Atlântico e Pacífico. A ligação ferroviária e rodoviária entre os portos de Paranaguá (Paraná) e Antofagasta (Norte do Chile) seria feita com recursos da binacional.  

“Estaríamos criando ‘um novo Canal do Panamá’, o que seria um ganho logístico maravilhoso para a América Latina. Nesse processo, Brasil e Paraguai seriam líderes de uma nova logística de integração para o continente”, ressaltou Ratinho. 

Essa proposta da ligação é de absoluto interesse do Paraguai porque necessariamente passaria pelo país vizinho, que se tornaria um hub de importações e exportações dos mercados que utilizam os dois oceanos, Pacífico e Atlântico, para suas transações internacionais. O Paraguai, inclusive, já está se modernizando e criando infraestrutura rodoviária para isso.

 Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Marcos Stamm, é uma honra para a Itaipu colaborar mais uma vez para a união de esforços entre brasileiros e paraguaios. “Este sentimento que nos une é o mesmo que nos fez chegar, agora, à marca 2,6 bilhões de MWh de energia já gerada pela usina, um índice sem paralelo no mundo. É com essa força que nos colocamos à disposição para ajudar o Paraná e o Paraguai a se desenvolverem, pois todos nós ganhamos com isso”, projetou Stamm. 

Segundo o diretor-geral paraguaio, José Alberto Alderete Rodríguez, é fundamental fortalecer as relações entre os dois países, “principalmente com o Paraná”, para que o comércio, a indústria e a produção possam integrar-se permanentemente. “Para nós, o Estado do Paraná é um mercado com 12 milhões de habitantes e, para o Paraná, o Paraguai é um país que tem ótimas condições para que se possa investir e produzir matéria-prima, industrializar lá e vender aqui [no Paraná]”, concluiu Alderete.

 

ASN Paraná  

com Assessoria de Imprensa da Itaipu

 

 

 

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