Smart Agro

Hackathon promove interação e negócios entre startups e empresas do agronegócio

Durante três dias, maratona na ExpoLondrina promoveu imersão mercadológica e premiou os modelos de negócios que mais avançaram

Realizada em um novo formato, a 4ª edição do Hackathon Smart Agro ofereceu para as 20 startups inscritas a oportunidade de fazer uma imersão mercadológica. Por meio de palestras, rodadas de negócios e de mentorias, painéis com grupos de investidores, além da avaliação de uma banca especializada, os negócios, já em fase de operação, evoluíram seus projetos e fizeram parcerias com grandes empresas e cooperativas do setor. As propostas das startups Dioxd, Hidromaps e LebenLog foram as que mais avançaram e, por isso, receberam uma premiação em dinheiro ao final da competição no valor de R$ 3 mil cada. O evento foi realizado nos dias 12, 13 e 14 de abril, durante a ExpoLondrina, pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) e Sebrae/PR, com o apoio de parceiros. 

O consultor do Sebrae/PR, Lucas Ferreira Lima, explica que, tradicionalmente, o hackathon tem a proposta de trabalhar com startups na fase de ideias. No entanto, diante da maturidade do ecossistema local, a organização entendeu que era possível trabalhar com negócios já formatados, em fase de operação. Todos oferecem soluções inovadoras para o agronegócio e foram selecionados dentro de um grupo de 40 projetos. “Durante a maratona, os participantes puderam interagir com até 30 empresas do setor, entre elas grandes cooperativas, que podem ser compradoras das soluções”, afirmou. Soluções estas que passam pelo transporte de cargas, segurança, predição, telemetria, sempre com foco na melhoria da produtividade no campo e aumento da renda dos produtores. 

Segundo o diretor comercial da SRP, Nivaldo Benvenho, o novo formato da maratona está mais interessante não só para as startups inscritas, mas também para as empresas e investidores presentes no evento. “Através desse modelo tivemos acesso a projetos mais elaborados e prontos para serem acelerados e irem para o mercado”, pontuou. A própria aceleradora da Rural, da Go Agritech, selecionou quatro startups para acelerar, a Bee Money, LebenLog, Me Protege EPI e HidroMaps. Na avaliação de Benvenho, esse hackathon deve trazer mais eficácia aos projetos agritech e a intenção é repetir o modelo no próximo ano. 

Pai e filho estão a frente de uma das startups premiadas nesta edição. O empresário Araildes Barboza dos Santos e o estudante de Agronomia João Américo Macori Barboza desenvolveram, em setembro do ano passado, um sistema de tratamento de sementes com dióxido de carbono com foco no aumento da produção de soja e milho. A ideia da startup Dioxd surgiu ainda em 2013, quando o filho estava no Ensino Fundamental e participou de um projeto de iniciação científica e de uma feira nos Estados Unidos. “Achei muito interessante as rodadas de negócios. Pudemos ter contato com grandes empresas. Também recebemos orientações nas mentorias”, elogiou. Além do prêmio em dinheiro, a startup saiu do evento com uma proposta de validação do produto em parceria com o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e de pré-incubação na Cooperativa Integrada. 

A HidroMaps que surgiu durante a Startup Weekend, realizada há cerca de um mês em Londrina, também se destacou na maratona. Um dos membros da equipe e estudante de engenharia mecânica, Jonathan Richard Cotting de Andrade Ferreira, conta que a empresa oferece uma solução para a perfuração de poços. “Através do cruzamento de dados de satélite criamos um algoritmo capaz de prever quais pontos podem ser perfurados para encontrar água”, explicou. “O formato da maratona foi interessante porque nos ajudou a desenvolver o modelo de negócio, ou seja, definir como cobrar pela solução e entrar no mercado. Percebemos também o potencial de investimento na nossa ideia e quais clientes podemos atingir”, comemorou. O objetivo agora é fechar a primeira venda com uma perfuradora para testar a solução em campo. 

A estudante de veterinária, Luiza Reck Munhoz, diz que a LebenLog também surgiu no último Startup Weekend. A equipe de estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) levou para a maratona o produto TransPork, um sistema de monitoramento no transporte de suínos. “Hoje, existe uma grande perda de animais no transporte devido a questões relacionadas a temperatura, densidade, movimentação do veículo. Com isso, muitos chegam mortos, estressados ou incapacitados aos frigoríficos, causando um enorme prejuízo. Queremos diminuir essa perda”, explicou. A ideia é que, com o sistema embarcado nos caminhões, os frigoríficos consigam identificar os pontos de perda e tomar as medidas necessárias para evitá-las. “Foi uma experiência muito boa, pudemos ter contato com outras startups, trocar informações. Acho que podemos fechar parcerias com empresas do setor”, afirmou. 

O Hackathon Smart Agro ofereceu premiações em dinheiro e também complementares, por meio da seleção de projetos para pré-aceleração e aceleração, horas de consultorias para prototipação, programas de pré-incubação, além de validação e parcerias com grandes empresas do agronegócio. A intenção é que, a partir de agora, os projetos continuem a se desenvolver com o apoio das instituições parceiras do evento.

 

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